Como sair da fila do desemprego rumo ao sucesso!

Hoje resolvi escrever sobre um tema diferente dos que costumo abordar. Há quase trinta anos escrevo (e publico) sobre distúrbios de aprendizagem, transtornos de comportamentos e temas correlatos e há quarenta anos escrevo romances, peças teatrais e poesias. Porém, são tantos os e-mails e posts que me chegam com pedidos de empregos, currículos e alguns “apelos dramáticos” ou lamentos de desempregados que resolvi usar todo o meu conhecimento em diversas áreas e abordar o tema sob novos ângulos.

Antes de escrever sobre o tema principal, preciso informar que não sou apenas uma estudiosa ou curiosa da trajetória do desemprego. E, no meu breve relato, já estarei te ensinando muito mais do que muitos cursos da atualidade. Eu vivi de rendas (e fui uma investidora) até meu pai falecer de repente, os nossos advogados “prenderem toda a nossa renda” e, em questão de dois meses, com apenas duas assinaturas, perdermos todo o patrimônio que meu pai deixou. O próximo passo foi vender grande parte do nosso patrimônio pessoal, os muitos telefones (que naquela época eram um investimento), vender os carros (ficamos com apenas dois carros, ambos de coleção, que gastavam muito combustível e não podiam ser usados no cotidiano). No dia em que vendi meu último telefone, fui e voltei a pé da agência, no meio do caminho, desabou um temporal num frio cortante que me molhou toda, também molhou o dinheiro da venda do telefone e, sentada na calçada, eu chorei pela morte do meu pai. Pela primeira vez desde que ele morreu eu senti a falta dele, pensei que se ele estivesse comigo, eu não passaria por tudo que estava passando e chorei também pela primeira vez a morte dele. E, numa cena digna de “E o vento levou”, eu me levantei e gritei em meio a chuva e as lágrimas: “Eu nunca mais andarei a pé na minha vida! Eu nunca mais me deixarei humilhar!”

Procurei uma empresa de cosméticos, comprei um grande estoque com cheque pré-datado e convidei meu irmão para sair vendendo comigo. Fomos com um dos carros que nos restaram, mas ele gastou um tanque de combustível só para rodar pelo bairro e nós “pedíamos” aos amigos que comprassem pois estávamos prestes a passar fome, sem nenhuma renda. E os “amigos” riam muito dizendo que era a melhor piada que já tínhamos inventado. “Passar fome, andando num carro desses? Ora, é só vender o carro e vocês terão comida por um ano, no mínimo”. Notei que nosso drama não comovia ninguém e a técnica de vendas do “compre pra me ajudar” não funcionava. No dia seguinte, pedi um carrinho de feira emprestado para uma vizinha. Eu que nem sabia para que lado ficava a feira, saí puxando o carrinho carregado de cosméticos e oferecendo-os de porta em porta. Na terceira casa em que toquei a campainha, uma jovem bonita mas com muitas espinhas no rosto, me atendeu. Eu a olhei alguns segundos, depois eu disse:

– Puxa, você é muito bonita!

– Obrigada!!! Respondeu a moça toda feliz.

– Pena que seu rosto esteja coberto por espinhas. Isso esconde sua beleza, deixa você “apagada”, sabe?

Foi o suficiente para a jovem me convidar a entrar, se abrir sobre seu complexo com as espinhas, eu oferecer meu milagroso produto e, meia hora depois, sair de lá com nada menos do que cinco potes de creme anti-espinhas vendidos. Eu havia entendido a regra número um das vendas. É preciso vender o que as pessoas querem (ou precisam) comprar, porque ninguém compra nada para “ajudar” o vendedor e sim para “resolver” um problema ou carência que o cliente tenha. Além disso, eu havia estabelecido um “rapport” que anos depois seria uma informação importantíssima no treinamento de vendedores de elite. Utilizando esta técnica e aprimorando-a, eu e meu irmão conseguimos até vender uma linha completa de shampoos para um senhor totalmente careca. Ai eu entendi a regra número dois das vendas. Se você quer vender, tem que dizer a palavra certa, na hora certa e mais uns “macetes” que aprendi na prática. E nem dá para citar tudo neste pequeno artigo.

Em alguns meses eu estava na gerência da empresa. Mas ainda estava sem carro, já que os dois carros que tínhamos eram verdadeiros “petroleiros”, difíceis até de vender para colecionadores, mais ainda de serem usados no dia-a-dia. Peguei umas poucas economias e fui a uma agência de veículos. Escolhi um carro zero e dei a entrada. Assinei contrato comprometendo-me a pagar o restante em três parcelas e, alguns dias depois, quando saí da concessionária dirigindo e sentindo o “cheirinho de zero” do meu novo carro, pensei que por mais cosméticos que eu vendesse, não conseguiria pagar as parcelas. Se queria manter aquele carro, teria que partir para “novos desafios”. Foi quando avistei uma grande faixa que anuciava contratação de vendedores de consórcio. Parei, preenchi uma ficha, passei por um treinamento de uma semana e já vendi logo no primeiro dia. Me aprimorei nas vendas e, em um mês, eu já estava sendo homenageada como campeã de vendas. Era raro o dia em que eu não vendia um consorcio de carro e, no mínimo, duas motos. Antecipei as parcelas do meu carro, quitei-o em apenas dois meses. E, alguns meses depois, também fui promovida, virei gerente de vendas. Porém, alguns acontecimentos na empresa me desagradaram e me fizeram pedir as contas, desengavetar meus diplomas e minhas pesquisas que até aquele momento eu fazia só para minhas próprias necessidades, voltar a estudar e começar a me tornar quem sou hoje. Neste momento eu começava a entender o que é estar e sair da tão citada “zona de conforto”…

Minha história é muito rica em detalhes, interromperei o relato para abordar agora algo que vai além da técnica de vendas que já ensinei até aqui apenas relatando parte da minha história. O essencial é saber que a vida nos ensina muito mais do que muitos cursos e o grande “segredo” é saber “dançar conforme a música”. Em vista disso, há outra dedução óbvia, mas passa despercebida para muitas pessoas: Somos todos vendedores. Alguns assumem isso vendendo mercadorias físicas outros seguem vendendo sem perceber que, ao divulgar sua empresa em qualquer ramo, sua academia em diversas modalidades, seu restaurante, sua clínica médica, odontológica, estética, etc, está “vendendo” seus serviços. Absolutamente todos os profissionais precisam vender seus serviços ou mercadorias o tempo todo.

É aqui que quero chegar para afirmar como percebo o grande erro que muitos tem cometido. Quando se deparam com uma demissão inesperada ou uma procura prolongada de recolocação, começam a analisar fatores externos que poderiam influenciar sua atual situação. É hora de culpar o governo, o pai, a mãe, o azar, a distância de sua casa até o local de trabalho, a concorrência desleal e mais inúmeros “motivos” que nada mais são do que “desculpas” para não perceber o fato real: Cada um é responsável pelo seu sucesso ou fracasso. Como Multiterapeuta sou obrigada a admitir que o fator externo pode sim influenciar, mas só se o indivíduo permitir isso. Explicando melhor, ter tido pais omissos ou agressivos ou ter passado por bullying ou por outras situações difíceis pode sim traumatizar uma pessoa, mas ela pode passar a vida lamentando-se ou pode procurar ajuda para resolver seus traumas e seguir buscando o sucesso. Ter concorrentes desleais, morar muito longe de tudo e outros fatores podem sim dificultar o acesso a um emprego, mas cabe ao interessado ultrapassar os obstáculos e alcançar suas metas. O que determina o bom ou o mau, o sucesso ou o fracasso não é o fato em si mas é como o indivíduo lida com este fato.

E concluindo este pequeno artigo, que pretende ser introdutório, quem busca um emprego precisa, antes de tudo, definir seu principal objetivo. Se a intenção é destacar-se em uma determinada área, tornar-se referência em determinado assunto ou área, é preciso ter paciência, dedicação integral, determinação e consciência de que pode até passar por necessidades financeiras e privações ou ter que atuar em alguma área paralela enquanto o tão sonhado reconhecimento não vem. Porém se a intenção é apenas manter as contas em dia e ter uma verba para seus gastos básicos ou, ao contrário, a ambição é tanta que só importa ter uma vida luxuosa com conforto e segurança financeira, qualquer trabalho é válido e digno. Muitos grandes empresários e artistas bem sucedidos de hoje começaram como camelôs, vendedores em domicílio, motoristas e outras atividades que lhes serviram como base para alcançar novos postos de trabalho, muitos atuam em alguma atividade diária e estudam a noite para alcançar um melhor posisionamento no mercado.

Não é vergonha nenhuma vender água no semáforo (farol, sinal ou sinaleira dependendo da região onde você mora) ou água de coco ou sorvete na praia ou algum docinho que saiba fazer por encomenda ou qualquer atividade que possa lhe proporcionar uma renda. O que importa é encontrar seu verdadeiro objetivo de vida e lutar por ele, para concretizar seus sonhos e ideais. Acreditar em si mesmo(a) e em seus ideais é o primeiro passo para vencer e conseguir um primeiro emprego ou uma recolocação no mercado ou iniciar um empreendimento.

É muito provável que você, que leu este artigo até aqui, tenha aprendido muito com meus ensinamentos. Mais do que muitos cursos caríssimos ensinam, Estes ensinamentos que eu passei aqui, gratuitamente, chegaram a mim por intermédio de muito estudo, vivências, perdas, dores, acidentes. Enfim, neste artigo eu passei muito da minha experiência a você e espero que seja útil colocar em prática. Eu tenho uma loja virtual onde vendo diversos dos meus e-books e livros com temas desde autoajuda até romances e poesias, tudo a preços populares (a partir de dois reais e setenta centavos) e com renda doada aos animais abandonados. Como gratidão pelos ensinamentos que te passei, você pode acessar a loja e comprar um dos títulos. Isso ajudará aos animais e me incentivará a continuar pesquisando e publicando artigos ebooks e livros. Acesse a loja, clicando aqui. Se não puder colaborar comprando um ebook ou livro, compartilhe este artigo pois poderá ajudar outras pessoas que também precisam destas informações.

Sugestão de leitura: Administrando o caos, autoria Lou de Olivier.

Disponível na Loja virtual/e-commerce Lou de Olivier, acesse: http://loudeolivier.com.br/

Site pessoal: https://acliar7.wordpress.com/

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